quarta-feira, 20 de agosto de 2025

(re) mar


Quando tudo isso acabar 

as pessoas 

não vão mais só prosear

Elas vão (di) versificar 

aquele amor que um dia foi 

prosa infinita no celular


Quando tudo isso acabar

os amantes

vão acender um concerto de beijar

Que vai (re) viralizar

como a coqueluche 

numa cidade sem mar


Quando tudo isso acabar

eu não vou só

me lançar

Vou é (re) compreender 

que ninguém mais vai

necessariamente “solar”


Quando tudo isso acabou

o mundo inteiro

estancou

E a sociedade (re) incitou

deixando entrar todo o ar

no infinito espaço d’empatizar


(Utopias de pandemia)

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meu melhor poema até agora