meu melhor poema até agora
(re) mar
Quando tudo isso acabar
as pessoas
não vão mais só prosear
Elas vão (di) versificar
aquele amor que um dia foi
prosa infinita no celular
Quando tudo isso acabar
os amantes
vão acender um concerto de beijar
Que vai (re) viralizar
como a coqueluche
numa cidade sem mar
Quando tudo isso acabar
eu não vou só
me lançar
Vou é (re) compreender
que ninguém mais vai
necessariamente “solar”
Quando tudo isso acabou
o mundo inteiro
estancou
E a sociedade (re) incitou
deixando entrar todo o ar
no infinito espaço d’empatizar
(Utopias de pandemia)
meu melhor poema até agora